Federação PT-PV-PCdoB lança Humberto Costa como candidato ao Senado e confirma apoio a João Campos para o governo
Humberto Costa discursa em convenção que confirmou candidatura ao Senado A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PV e pelo PCdoB, confirmou, nesta segunda-feira (20), a candidatura de Humberto Costa (PT) para mais mandato no Senado. A decisão foi tomada durante convenção realizada no Recife, em que o grupo também confirmou apoio ao nome do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) como candidato a governador. Quadro histórico do PT, Humberto terá como primeiro suplente o deputado federal Luciano Bivar (MDB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL). Bivar também era o presidente do PSL, partido que lançou Bolsonaro para concorrer à presidência da República em 2018 (saiba mais abaixo). O nome do segundo suplente ainda não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Na chapa integrada por Humberto Costa, também devem ser confirmadas as candidaturas de Marília Arraes (PDT) ao Senado e de Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice-governador de Pernambuco. Médico de formação, Humberto Costa tenta um terceiro mandato como senador. A primeira vez que foi eleito foi em 2010, e se reelegeu em 2014. Ele também já foi ministro da Saúde, de 2003 a 2005, no primeiro governo Lula (PT), além de ter exercido mandatos de deputado estadual e federal, vereador do Recife e secretário estadual. A candidatura de Humberto Costa ao Senado foi a primeira a ser confirmada em convenção, já que, conforme a legislação eleitoral, esse tipo de formalidade só pode ocorrer a partir desta segunda-feira. O prazo vai até 5 de agosto. Em discurso no evento, Humberto Costa defendeu a aprovação de projetos como a do fim da escala de trabalho 6 por 1 e a continuidade do governo do presidente Lula, que deve ser candidato à reeleição. "O Senado, em particular, é muito importante, porque aquela extrema direita quer ter maioria no Senado para gerar uma grande crise institucional no país, que dê a eles a chance de aplicar um golpe de estado e implantar uma ditadura no Brasil. Então, minha gente, é muito importante essa eleição que a gente vai ter agora. E para a gente fazer a diferença, é no Nordeste que nós temos que votar e eleger uma bancada de senadores que equilibre aquela situação", declarou. A Federação Brasil da Esperança integra a Frente Popular de Pernambuco, liderada pelo PSB. Na convenção, os três partidos também lançaram candidaturas proporcionais: PT: 10 a deputado estadual e 11 a deputado federal; PV: nove a deputado estadual e sete a deputado federal; PCdoB: cinco a deputado estadual e quatro a deputado federal. Pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos esteve na convenção e citou as parcerias anteriores entre o PT e o PSB, como nas gestões de seu pai, Eduardo Campos, e de seu avô, Miguel Arraes, ambos governadores do estado. Ele defendeu a ampliação do grupo no Congresso Nacional. “Nós vamos aumentar a bancada na Câmara dos Deputados, para que a gente tenha parlamentares que ajudem na governabilidade. Isso no Senado é muito importante. Por isso, Humberto, que sua candidatura, a candidatura de Marília, representam talvez uma possibilidade única entre os estados brasileiros de poder ter uma bancada no Senado 100% alinhada com o presidente Lula”, disse. Convenção realizada nesta segunda-feira (20) confirmou a candidatura de Humberto Costa ao Senado nas eleições de 2026 Pedro Alves/g1 Primeiro suplente Recém-filiado ao MDB, o deputado federal Luciano Bivar foi escolhido para ser candidato a primeiro suplente do senador petista Humberto Costa. A indicação foi aprovada pelo diretório estadual do PT durante um encontro realizado no sábado (18), em Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, e confirmada nesta segunda. A aliança chama atenção pelo histórico político do deputado. Bivar presidiu o PSL, partido ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro se filiou para disputar as eleições presidenciais de 2018, vencidas por ele. Posteriormente, o PSL se fundiu ao DEM, dando origem ao União Brasil, legenda que também foi presidida pelo parlamentar pernambucano. Ao falar sobre a aproximação com o PT, Bivar afirmou que considera a eleição deste ano uma disputa entre projetos políticos distintos e disse que sua posição está relacionada à defesa da democracia. “Estamos hoje diante de algumas opções, entre a soberania e a subserviência no nosso hemisfério. Nós estamos entre a democracia e o autoritarismo, estamos entre o povo, a boa política e efetivamente o fisiologismo. Então, é uma série de valores que jamais eu tive uma convicção tão grande de estar do lado de Lula”, disse. Trajetória de Humberto Costa Humberto Sérgio Costa Lima tem 69 anos, é médico, jornalista e político. Nascido em Campinas, no interior de São Paulo, construiu a carreira política em Pernambuco, onde se formou em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Humberto participou da fundação do PT no estado e iniciou a trajetória eleitoral na década de 1970, no movimento estudantil. Em 1989, foi eleito deputado estadual por Pernambuco. Quatro anos depois, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados e exerceu mandato como deputado federal entre 1995 e 1999. Na gestão do então prefeito do Recife João Paulo (PT), iniciada em 2001, Humberto Costa assumiu a Secretaria de Saúde do município. Em 2002, foi candidato do PT ao governo de Pernambuco. Chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Jarbas Vasconcelos (MDB), que conquistou a reeleição. Com a vitória de Lula (PT) na eleição presidencial daquele ano, Humberto foi escolhido para comandar o Ministério da Saúde. Assumiu a pasta em janeiro de 2003 e permaneceu no cargo até julho de 2005. No ministério, enfrentou a crise conhecida como "Operação Vampiro", escândalo envolvendo desvios na contratação de hemoderivados pelo Ministério da Saúde. Foi absolvido em 2010 pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Em 2006, concorreu novamente ao governo estadual pelo PT. Naquele ano, terminou o primeiro turno em terceiro lugar, numa eleição vencida no segundo turno por Eduardo Campos (PSB). Em 2010, concorreu pela primeira vez ao Senado. Foi eleito e se tornou o primeiro senador do PT por Pernambuco, e reeleito em 2018. Calendário de convenções As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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