Zema faz primeira agenda no Nordeste como pré-candidato à Presidência e visita Caruaru: político comparou região a 'vaquinhas magras'
Pré-candidato Romeu Zema (Novo). Reprodução/TV Vanguarda O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) cumpriu agenda em Caruaru durante sua primeira visita ao Nordeste desde que passou a se apresentar como postulante ao Palácio do Planalto. O ex-governador de Minas Gerais participou de um encontro com empresários do Agreste, visitou equipamentos turísticos da cidade e marcou presença na programação do São João. A passagem ocorreu em uma região que já foi comparada por ele a “vaquinhas magras”, declaração que gerou críticas de governadores nordestinos. O principal compromisso da agenda foi um encontro promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), que reuniu empresários, comerciantes e empreendedores da região. Durante o evento, foram discutidos temas como eficiência na gestão pública, liberdade econômica, simplificação de processos, redução da carga tributária, geração de oportunidades e fortalecimento do empreendedorismo. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Agora no g1 Além do encontro com empresários, Zema visitou o Museu do Mestre Vitalino e a Feira de Caruaru. O pré-candidato também concedeu entrevista à Rádio CBN Caruaru e participou da programação do São João da cidade. A passagem por Pernambuco ocorreu em um dos estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui maior força eleitoral. Nas eleições de 2022, Lula recebeu 66,93% dos votos válidos dos pernambucanos, enquanto Jair Bolsonaro (PL) obteve 33,07%. Levantamento da Quaest divulgado em 6 de maio aponta que Romeu Zema tem 1% das intenções de voto para presidente entre os eleitores de Pernambuco. O Nordeste reúne cerca de 43,5 milhões de eleitores, segundo dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Histórico de declarações sobre o Nordeste A visita aconteceu após uma série de declarações de Zema sobre o Nordeste que provocaram reações de governadores da região. Em 2023, durante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele criticou políticas de incentivo regional e utilizou uma comparação que repercutiu nacionalmente. “Está sendo criando um fundo para o Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Agora, e o Sul e o Sudeste não têm pobreza? (…) Senão, você vai cair naquela história do produtor rural que começa só a dar um tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito. Daqui a pouco, as que produzem muito vão começar a reclamar o mesmo tratamento”, declarou. Naquele momento, o Consórcio Nordeste divulgou nota em resposta às declarações. “Negando qualquer tipo de lampejo separatista, o Consórcio Nordeste imediatamente anuncia em seu slogan que é uma expressão de ‘O Brasil que cresce unido’. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução”. Em 2025, Zema voltou a ser criticado por governadores da região após declarar que estados nordestinos vivem uma situação de dependência em relação aos recursos enviados pelo governo federal. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele afirmou que, “no Brasil, há uma ajuda eterna”. “Estamos criando cidades e estados para o governo federal ficar arcando eternamente, porque virou uma moeda de troca: ‘Ó, eu vou continuar te dando dinheiro, e você continua votando em mim’. É isso que está acontecendo”, afirmou. Em resposta, o Consórcio Nordeste divulgou uma nova nota conjunta repudiando as declarações. O grupo afirmou que “a verdade dos números desmente a narrativa falaciosa do governador Romeu Zema” e contestou a ideia de que a região seria excessivamente dependente de recursos federais. No documento, os governadores também defenderam políticas de desenvolvimento regional, investimentos públicos e programas de transferência de renda como instrumentos de redução das desigualdades sociais e econômicas.
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